
Abriu os olhos e levou um susto, já passava da hora de levantar, vestiu a primeira roupa que achou e engoliu o café. No caminho ouvia uma conversa que não desejava, o silêncio é tão bom pela manhã. Observar as cores das primeiras horas e refletir a vida, meio deprimente, porém, encantador.
Pelas 10h já estava exausta, tanto das aulas como das pessoas. “Como pode serem tão insensíveis assim?”;. O caminho de volta nada serviu de reconforto, o clima quente serviu apenas para atenuar seus sentimentos mais íntimos.
Pela primeira vez sentiu uma vontade de beber, beber muito, beber até ficar muito bêbada, até o mundo girar, Até tudo se resumir em uma só cor, Até sua mente vagar para longe de si e de seus sentimentos. Impulsiva? Talvez. O problema é que nada parecia aliviar aquela situação, a questão não era a conversar, era a compreensão do outro, pois ouvir é bem diferente de escutar.
Mesmo tentando de todas as formas, nada fazia parar e ela só qeria voltar pro início onde nada disso estava previsto e o que se previa eram somente as próximas vezes. No fone de ouvido, uma música lhe soprou “the past is gone”, infelizmente era verdade, mas simplesmente não fazia sentido andar até aqui e se perder do ponto de partida.
Fechou os olhos e desejou com todas as suas forças para que a pessoa que ela mais qeria, notasse o seu ser frágil e delicado bem ali como uma rosa prester a pender, como um livro empoeirado esquecido na pratileira, tão ancioso apara relevar sua história mas que ninguém nunca simpatizou com seu título, mas quando o vazio a inundou e ela abriu os olhos amedrontada, percebeu que não adiantava, a rosa fora deixada para trás e porta da biblioteca fora fechada e nem sequer um olhar de relance fora dado para o livro, sentia que continuava inivisível.
E de vazia passou a ser confusão.